Ecos de Cor e Cór - Release

A concepção e a dramaturgia de Ecos de Cor e Cór foram criados por Viviane Juguero, para a realização da disciplina que ministrou no curso “O Lúdico na Educação Ambiental”, realizado por meio do Programa de Formação de Professores (FORPORF), promovido pelo Ministério da Educação em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a coordenação da Profª Drª Maria de Lurdes Furno.

Em cena, quarenta professores da rede pública apresentaram um trabalho do qual participaram ativamente do processo, em oficinas de acrobacias, música, máscaras, intepretação e brincadeiras em cena, assim como de colaboraram na confecção dos materiais cenográficos.

A encenação foi concebida em uma linguagem poética e afetiva e apresenta distintas relações do ser humano com os demais componentes da natureza, buscando despertar a sensibilidade e a reflexão. Composições cênicas simbólicas com acrobacias, grandes objetos cênicos, máscaras, sonoplastia e trilha sonora ao vivo, representam diversos ambientes e atmosferas nos quais o mar, o vento, a chuva, plantas, animais e situações da cultura social humana, procuram instigar sensorialidade e cognição, bem como viabilizar uma participação ativa dos espectadores na construção dos sentidos da cena. A lógica lúdica que conduz a ação convida crianças e adultos a participarem deste diálogo imaginário.

A dramaturgia foi criada por Viviane Juguero, inspirada no trabalho teórico de Humberto Maturana e Gerda Verden-Zöller presente no livro Amar e Brincar (São Paulo: Editora Palas Athena, 2004).

Eco de ecologia, eco de efeito sonoro, cor de colorido e cór de coração e de comunicação. Como dar cor ao que sei de cór? A figura de um galo remete ao acordar e a sonoridade de “a – cor – dar” pode ser também interpretada como “dar a cor”. Assim, as ações foram pensadas no sentido de salientar a relevância de coordenar ações e emoções (MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004), ao agir com afeto, acordar a consciência e dar cor à natureza, ou seja, realçar sua importância concreta e afetiva.

Imagens da cultura popular brasileira estão presentes em diversos momentos desta dramaturgia, como, por exemplo, na sonoridade do título “Ecos de Cor e Cór” que gera a onomatopeia Cocoricó. Este canto de acordar também pode significar um acordo celebrado entre as pessoas e remeter ao caráter comunitário e colaborativo indispensável a toda a ação ambiental.

A experiência de montagem de Ecos de Cor e Córprovou que o trabalho coletivo é possível, pois é fruto de um processo de entrega, cumplicidade e muita dedicação em prol da arte e da Educação Ambiental. Nesse trabalho, os artistas profissionais do Bando de Brincantes, a coordenação do curso e os professores da rede pública (alunos nesse curso) uniram forças, vontades e afetos, com a firme convicção de que é possível construir um mundo melhor e de que a arte é fundamental neste processo de construção de novas possibilidades de coordenações de ações e emoções necessárias à transformação.

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